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7 min de leitura Equipe Bonavia

Estradas ruins e sinistralidade: como dados de qualidade viária mudam a precificação do seguro auto

O mercado de seguro auto entrou em 2026 sob o signo dos dados. Telemetria, seguros baseados em uso (UBI), modelos "Pay How You Drive" e inteligência artificial na precificação deixaram de ser tendência para virar diferencial competitivo. As seguradoras já medem como o motorista dirige — velocidade, frenagens, horários, rotas. Mas há uma variável de risco que quase ninguém precifica de forma estruturada, mesmo tendo impacto direto na sinistralidade: a condição da via por onde esse motorista trafega.

A via como fator de risco

A relação é intuitiva e bem documentada: pavimento em más condições aumenta a probabilidade de sinistros. Buracos e ondulações provocam perda de controle, frenagens bruscas, danos mecânicos e colisões. Um mesmo motorista, com o mesmo comportamento, representa um risco diferente conforme trafegue por corredores bem conservados ou por trechos deteriorados. Hoje, essa diferença é invisível para o modelo de precificação — e o custo dela acaba diluído na carteira inteira.

O impacto econômico da má conservação já é conhecido em escala macro, como detalhamos ao analisar o custo das estradas ruins para o Brasil. O que falta às seguradoras é transformar essa realidade em uma camada de dado geográfico utilizável.

O que a telemetria vê — e o que ela ainda não vê

Os programas de UBI capturam o comportamento do condutor com precisão crescente. Mas telemetria de comportamento e qualidade da via são coisas distintas: uma frenagem brusca registrada pode ser imprudência do motorista ou reação a um buraco que apareceu na pista. Sem um mapa da condição do pavimento, a seguradora não consegue separar os dois — e pode penalizar um bom condutor por um risco que é, na verdade, da infraestrutura.

Cruzar o dado comportamental com um índice de qualidade viária georreferenciado resolve essa ambiguidade e enriquece o modelo de risco com uma dimensão nova e independente.

Onde o Índice Bonavia entra

O Bonavia produz exatamente essa camada: um índice contínuo, de 1 a 5, da qualidade de cada trecho de via, coletado por sensores de smartphone e atualizado à medida que motoristas circulam pela malha — entenda em como o Bonavia coleta os dados. Para uma seguradora, esse dado abre frentes concretas:

  • Risco de rota: ponderar o prêmio pela exposição real do segurado a trechos de baixa qualidade, não apenas por CEP.
  • Contexto de sinistro: avaliar se um evento ocorreu em trecho crítico, apoiando análise de causa e antifraude.
  • Prevenção: alertar motoristas sobre trechos ruins na rota, reduzindo sinistros — e o custo da carteira.
  • Produtos novos: coberturas e descontos ligados à qualidade da infraestrutura efetivamente percorrida.

Precificação mais justa, carteira mais saudável

A lógica do UBI é premiar o risco menor com preço menor. Incorporar a qualidade da via leva essa lógica adiante: o motorista que roda por corredores bem conservados representa, de fato, um risco menor — e passa a poder ser precificado como tal. Do lado da seguradora, entender a exposição geográfica ao risco de infraestrutura melhora a seleção, a reserva e a estratégia de prevenção. Num mercado que deve crescer com uma avaliação de risco cada vez mais refinada, a condição das vias é uma das últimas grandes variáveis ainda pouco exploradas.

Dados de qualidade viária para seguradoras

Quer avaliar como o Índice Bonavia pode enriquecer seus modelos de risco, precificação e prevenção de sinistros? Fale com a gente para uma conversa técnica sobre integração de dados.

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